sábado, 10 de setembro de 2016

Cais

Quando meus olhos
cor de mel
Encontraram o céu
do seu olhar

Ah, o seu olhar...
Bateu em meu peito
tão quente o coração
Chegou a assustar!

E quando se apagaram,
as luzes
as mãos, os lábios
se afagaram

Mas o medo
o passado
a dor
aDeus [...].

O inverno chegou
e as outras mãos
outros lábios...
sem calor

Senti frio
mas passara o tempo
e como um cais,
você

Atraquei-me
Feridos, nos curamos.
aind'há cicatriz
mas o tempo é mãe

A tempestade vem,
mas nosso forte é seguro.
Juntos, farol,
Cais e embarcação

Feitos um para o outro
Como se não houvesse o antes
Como se sempre fora assim
Como eu amo você

                                                      Luiz Jonatan F. Ambrózio