quarta-feira, 3 de maio de 2017

Dez e Doze

Eu te amo
Será o bastante dizê-lo?
Não. Não com palavras:
São demasiado superficiais...

Ademais, meu amor,
Por ti nutro eterna paixão
Que queima e renasce 
A cada presença tua.

É como a primeira vez
O encanto não morre
Refloresce
E teu perfume me enebria

Eu sinto a urgência do teu cheiro,
Da tua respiração.
Sinto a urgência de tuas mãos 
Com vagar às minhas...

Escapa-me o sorriso 
Como criança travessa
Sussurro "te amo"
De gestos, somos eternos

                                                          Luiz Jonatan







segunda-feira, 1 de maio de 2017

O sou

Ninguém
O sou
Conjugante do Vazio
e do não ser

Eu vou
Nas ruas vazias,
fugaz como o partir
De quem não vai

E eu volvo-me
Ao som do  meu nome
que Ninguém sabe.
É, eu sei ser

além do zero,
do colchete vazio,
como minhas entranhas o são
Leves como o adormecer de quem vai

Sou muito de vocês!
Sim, além de mim...
Só um deus do esquecimento
e do olvidar.

Os olhos humanos não me veem
deitado nas ruas
Me pisam.
Ninguém se importa...

Não me veem chorar
Gritar em silêncio
Minha paralisia do sono
A loucura contida

Ninguém me vê como realmente sou
Nem na fugaz partida
Porque o sou
Eu sou o Ninguém.

                                                                                                    Luiz Jonatan