Ninguém
O sou
Conjugante do Vazio
e do não ser
Eu vou
Nas ruas vazias,
fugaz como o partir
De quem não vai
E eu volvo-me
Ao som do meu nome
que Ninguém sabe.
É, eu sei ser
além do zero,
do colchete vazio,
como minhas entranhas o são
Leves como o adormecer de quem vai
Sou muito de vocês!
Sim, além de mim...
Só um deus do esquecimento
e do olvidar.
Os olhos humanos não me veem
deitado nas ruas
Me pisam.
Ninguém se importa...
Não me veem chorar
Gritar em silêncio
Minha paralisia do sono
A loucura contida
Ninguém me vê como realmente sou
Nem na fugaz partida
Porque o sou
Eu sou o Ninguém.
Luiz Jonatan
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