Eu não aguento mais
Amigo, não há em mim
,força
Leva-me
Há muito peso a carregar
Mas não há força
Não me entendes
Nem eu
Eu que estou cansado
Cansado de mim
De mentiras,
De tudo
Demasiadas escolhas
não fiz, fizeram
Fizeram antes de mim
que estou tão cansado...
Retiro os sapatos
Fito a vida passando
Passos rasteiros, curvados
Passos inúteis e intermináveis
Amigo, está perto, o fim?
Andar sem rumo dói
Ser fraco também
Mas tu não entendes
Ninguém crê em belas palavras
em sentimentos, em mim
Procrastino o choro
Derramar-se-á? Talvez.
Não sei o que fazer, que falar
Não sei sequer chorar !
Eu não sei mais caminhar
Eu não sei de nada.
Amigo, me escuta?
Queria apenas silêncio,
Fones de ouvido
e coragem pra encerrar
Luiz Jonatan
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Saudade
I miss you
Darling you know
I didn't want but
yeah, I miss you
Quando ler este bilhete, retorna-o
Estarei onde não fomos
Eis o endereço
Vo-lo entrego agora
Todavia, não prometo amor eterno
Como tu, ele não existiu
Cem juras agora e
Sem mais, depois
Saiba que cegos não vêem
Amantes também não
E as cores são inumeráveis
Cada cego as vê particularmente
Sinto sua falta
E este bilhete será esquecido
O tempo não volta, é resoluto
Tu não podes voltar
Ao vento vai
Mas chove lá fora
As asas pesam mais
Dissolve-te
Arrasta a tinta vermelha
As palavras se vão
Permanece a memória
Não lês
Minhas mãos enrugadas
São mais frias que antes
E os olhos vêem melhor
Apenas mais um bilhete
Darling I miss you too
Luiz Jonatan
Darling you know
I didn't want but
yeah, I miss you
Quando ler este bilhete, retorna-o
Estarei onde não fomos
Eis o endereço
Vo-lo entrego agora
Todavia, não prometo amor eterno
Como tu, ele não existiu
Cem juras agora e
Sem mais, depois
Saiba que cegos não vêem
Amantes também não
E as cores são inumeráveis
Cada cego as vê particularmente
Sinto sua falta
E este bilhete será esquecido
O tempo não volta, é resoluto
Tu não podes voltar
Ao vento vai
Mas chove lá fora
As asas pesam mais
Dissolve-te
Arrasta a tinta vermelha
As palavras se vão
Permanece a memória
Não lês
Minhas mãos enrugadas
São mais frias que antes
E os olhos vêem melhor
Apenas mais um bilhete
Darling I miss you too
Luiz Jonatan
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Revoada
Passarinho?
Passarinho que passa!
Que se passa, passarinho?
Já passara?
Será que passa, passarinho?
Que é que faz passar, passarinho?
Eu quero que passe
Mas não passa...
Só passam
Não permanecem
Os que desejo não passar
São passados, passarinho.
E eu não sei porque ficas
Tu não cantas!
Mas me encanta
O cantar...
Me encanta o riso
Me encanta o encanto
Cantado aos quatro cantos
Me encantam os contos
Cantados, contados, encantados
Tu me encantas, passarinho
Mas sei que se aproxima
É iminente a revoada
E tu passas,não, passarinho?
Vai, voa.
Me encanta o voar.
Só não revoe o encanto
O encanto da passagem.
Luiz Jonatan
Passarinho que passa!
Que se passa, passarinho?
Já passara?
Será que passa, passarinho?
Que é que faz passar, passarinho?
Eu quero que passe
Mas não passa...
Só passam
Não permanecem
Os que desejo não passar
São passados, passarinho.
E eu não sei porque ficas
Tu não cantas!
Mas me encanta
O cantar...
Me encanta o riso
Me encanta o encanto
Cantado aos quatro cantos
Me encantam os contos
Cantados, contados, encantados
Tu me encantas, passarinho
Mas sei que se aproxima
É iminente a revoada
E tu passas,não, passarinho?
Vai, voa.
Me encanta o voar.
Só não revoe o encanto
O encanto da passagem.
Luiz Jonatan
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Esbarrão
Fora um dia tempestuoso
Uma noite de dia
O meu medo farejou o seu
Nossos tímidos olhares se esbarraram
Ambos buscando dizer algo
Talvez tenhamos conhecimento,
Talvez não, do quê
Você e eu, muitos papéis
A vida ama os atos
Então cá estamos nós
contracenando a mesma peça
Peça, peça o que queres
Te vi correr aquele dia
por entre os muitos degraus
com o destino empunhado
Velei a voz, não gritei
E os muitos planos selados
Talvez se dissolvam por uma palavra
Se dissolvam em lágrimas
Um dia ou vinte e três
Lhe desejo o mundo
amor, paz
Mas desejo pra mim, você
Não tenha medo
Aprendi a contemplar as coisas
Não é necessário as tocar
O toque transmite demasiadas coisas
Lembranças, fere a doçura
São tantos vocábulos
coisas a falar
mas não consigo
é só sorrir.
Luiz Jonatan
Uma noite de dia
O meu medo farejou o seu
Nossos tímidos olhares se esbarraram
Ambos buscando dizer algo
Talvez tenhamos conhecimento,
Talvez não, do quê
Você e eu, muitos papéis
A vida ama os atos
Então cá estamos nós
contracenando a mesma peça
Peça, peça o que queres
Te vi correr aquele dia
por entre os muitos degraus
com o destino empunhado
Velei a voz, não gritei
E os muitos planos selados
Talvez se dissolvam por uma palavra
Se dissolvam em lágrimas
Um dia ou vinte e três
Lhe desejo o mundo
amor, paz
Mas desejo pra mim, você
Não tenha medo
Aprendi a contemplar as coisas
Não é necessário as tocar
O toque transmite demasiadas coisas
Lembranças, fere a doçura
São tantos vocábulos
coisas a falar
mas não consigo
é só sorrir.
Luiz Jonatan
Mais uma vez
Todo o escrito se apagara
E a memória falha, olvida
Sendo sincero,
Deseja fazê-lo, a mesma
Encobre a face e se contrai
por entre escusos sentimentos
Confusos, aturdidos
Suspende os sentidos e descontrai
A cada passo incerto
grita a razão: cala-te, coração
Resoluto, ele vai
uma parada cardíaca
São sempre os mesmos erros
as mesmas pessoas,
Porém, não as mesmas
Com efeito, o mesmo eu
É sabido dos contos de fada
Mas não o é dos contos-tanto-faz?
Os bem sei e desconheço
O começo do meu fim.
Agora diz-me de valores
Abstração não recristalizada
num mundo onde se misturam
preço e valor, apreço e amor
Uma falsa solução
descoberta pelo efeito Tyndall
À luz de uma algoz sanidade
eis-me aqui mais uma vez
Já não empunho uma caneta
mas deslizam meus dedos pulsantes
O papel não fora esquecido
Mas aqui o erro pode ser destruído
Os erros são apagados, esquecidos
Mas a memória nem sempre falha
A memória é terrível sem querer
E mais uma vez, contração
Até quando remeteremos à nostalgia?
Se bem que há um emprego incorreto
Este vocábulo não expressa o que desejo
Porém, não há palavra que cumpra bem sua função
Não há aquele que sinta o mesmo
São outros invernos, outras cores
Não as vemos de mesmo modo
E há muitos de entender uma poesia.
Luiz Jonatan
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