sexta-feira, 27 de março de 2015

Soneto Sem Nome

Se me olhas, oh flor,
Faz-me amante,
Faz-me poeta,
Me desfaz.

O que faço, oh flor,
É te olhar
É cantar
É te amar

Me refaço a cada manhã
A cada primavera
À iminência de um amor

Mas, flor, me desfaço
Desabrocho, murcho
Morro e renasço

Luiz Jonatan

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