segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fim

Muitos foram os que já não estão
E das juras ardentes, eis cinza
E dos gestos velados, ausência
Dos muitos gozos, penitência
Ao dar de ombros, seguir em frente
Às desventuras, indiferença
Um tanto faz cotidiano
Que me volvo a crer
Apático dia, às vezes sorri,
Rubre as faces,
Mas ao fim, eu mesmo
Ao fim, só eu
Ao fim, um nada
Que anseia por si
E em si se encerra
E em si completa um vão
Das  utopias
A descoberta
A resposta incerta
Do porquê ignoto
A tristeza e alegria
Uma gangorra
Um velho jovem
E a poesia diminuta
No céu,
deuses,
mundos
e nada.
Incapaz
De ser.
       
 Luiz Jonatan

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