Muitos foram os que já não estão
E das juras ardentes, eis cinza
E dos gestos velados, ausência
Dos muitos gozos, penitência
E das juras ardentes, eis cinza
E dos gestos velados, ausência
Dos muitos gozos, penitência
Ao dar de ombros, seguir em frente
Às desventuras, indiferença
Um tanto faz cotidiano
Que me volvo a crer
Às desventuras, indiferença
Um tanto faz cotidiano
Que me volvo a crer
Apático dia, às vezes sorri,
Rubre as faces,
Mas ao fim, eu mesmo
Ao fim, só eu
Rubre as faces,
Mas ao fim, eu mesmo
Ao fim, só eu
Ao fim, um nada
Que anseia por si
E em si se encerra
E em si completa um vão
Que anseia por si
E em si se encerra
E em si completa um vão
Das utopias
A descoberta
A resposta incerta
Do porquê ignoto
A descoberta
A resposta incerta
Do porquê ignoto
A tristeza e alegria
Uma gangorra
Um velho jovem
E a poesia diminuta
Uma gangorra
Um velho jovem
E a poesia diminuta
No céu,
deuses,
mundos
e nada.
deuses,
mundos
e nada.
Incapaz
De ser.
De ser.
Luiz Jonatan
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