Quando há vazio
Quem de vocês não o faz,
Buscar preenchê-lo?
Drogas, deuses, convicções
Tantas ações irresolutas
E tantas lutas em vão
Paliativos não curam
fazem acostumar
Todavia, sempre vence
A gravidade, a morte, o tempo
Quem perde somos nós
A vida em muitos atos
Após inflares, prólogos, airas, morre
Enfim rompeu a pompa
Percebe agora que é necessário envelhecer?
Amadurece e aceita.
Aceita o que não é mais teu
Aceita pois nunca fora
O que lhe resta é te conformar
Não choras, não sabes fazê-lo
São muitos tempos
e te prendes ao pretérito?
ouves o imperativo,
mas não conjugas o presente
Não há mais remédios
ou bombas para o inflar
Se não te suportas,quem o fará?
Eis vencido.
Luiz Jonatan
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