Ontem a lua não veio
Eu a esperei toda a noite
Não vem
Nunca vem
A todo tempo
Em qualquer lugar
Sempre vence a ilusão
A ausência lírica de lua
Quem ousa a iludir-se
Quem ousa em crer
Descobre que os secos estavam certos
Não há porquês.
Há tantos paliativos
e pessoas que se incomodam
Bem como vermes
que se alimentam do meu ser
São tantos demônios sussurrantes
que a junção de sibilos me são música
Uma batida calma e cada vez mais lenta
Inebria e volve a dançar por entre gritos
São demasiados gritos
Não cogito qual realmente é meu
Tampouco se há de fato algo meu em mim
Enfins, reticências e balbuciar
Já raia o dia
O sol entediante se aproxima
E a lua...bem, ela me esqueceu.
Luiz Jonatan
Nenhum comentário:
Postar um comentário