quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O mesmo

Ontem a lua não veio
Eu a esperei toda a noite
Não vem
Nunca vem

A todo tempo
Em qualquer lugar
Sempre vence a ilusão
A ausência lírica de lua

Quem ousa a iludir-se
Quem ousa em crer
Descobre que os secos estavam certos
Não há porquês.

Há tantos paliativos
e pessoas que se incomodam
Bem como vermes
que se alimentam do meu ser

São tantos demônios sussurrantes
que a junção de sibilos me são música
Uma batida calma e cada vez mais lenta
Inebria e volve a dançar por entre gritos

São demasiados gritos
Não cogito qual realmente é meu
Tampouco se há de fato algo meu em mim
Enfins, reticências e balbuciar

Já raia o dia
O sol entediante se aproxima
E a lua...bem, ela me esqueceu.

   Luiz Jonatan






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